sábado, 26 de fevereiro de 2011

    
         Fiquei dez minutos esperando para sentir algo, ou ouvir algo da minha própria mente, ou consciência, como preferir, mas não consegui ouvir nada além do... nada... eu tentei, mas para escrever algo creio que devo me concentrar no silencio por pelo menos muito tempo, bem mais do que o que eu tentei agora.
Mas o mais sincero que tenho é que para escrever é preciso começar a escrever. Porque a partir do momento em que as primeiras palavras vão surgindo, outras vem seguindo e logo há uma história contada, ou um conto suspenso, ou até apoiado em outras vidas. Só sei que é assim que faço. Não me pergunte porque. Vivo assim, escrevo assim. Sinto que alguém se sente bem lendo o que da minha mente se ascende. Segredos se tornam histórias, aliás, quem me lê conhece-me e tenta me decifrar, se não, pelo menos leu. Não uso palavras difíceis. Não porque é contra minha vontade mas sim porque não sei. Vivi dezesseis anos, temo que pouco tempo para me adaptar a língua antiga. Portanto fui dominado por essa prosa, essa língua do que é rápido, do que é o hoje. Tudo rápido, tão fast. Sem o pensar devido. Eles falam o que há na língua, não o que há na mente. Eu quero falar o que há no coração. Porque minha boca diz o que há no meu coração. O que move o meu falar é o que move meu coração. Assim eu vivo. Mas tenho medo. Medo de que talvez possa me perder nessa selva, lugar onde há muitas pedras e pouco pensar.
Queira Deus que isso não me domine. Se dominar perderão de vista um escritor. Quero tornar-me nato, ter a chance de nascer. Não nasci pronto E quero me moldar. Ninguém nasceu completo. Ninguém nasce completo. Tudo é feito e refeito.
Percebi que mudo de assunto muitas vezes num mesmo texto... quero nascer!

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